sexta-feira, 31 de outubro de 2008


Hoje festeja-se o Halloween (dia das bruxas) que é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Irlanda, tendo como base e origem as celebrações pagãs.

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).
A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades.


Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Visto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe'en -> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.




quarta-feira, 29 de outubro de 2008





















A Filha da Floresta - Livro I da Trilogia Sevenwaters
de
Juliet Marillier
Edição: 2001
Páginas: 448
Editor: Bertrand Editora


Aqui fica mais um livro magnifico ... este sobre os costumes celtas e todo o seu misticismo...
" A Filha da Floresta" de Juliet Marillier.

Um romance do Tempos Celtas que nos remete para os tempos antigos onde o amor era vivido de forma intensa e apaixonada, diria mesmo mágica ... passado no crespúsculo da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos. O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantém as armas afiadas.

Mas nem tudo aqui é idílico, pois os Bretões e os Vikings estão decididos a lutar por aquelas terras e travam violentas batatas para as conquistarem.

Mas a maior "batalha" vai ser protagonizada por Socha, uma pequena curandeira que tem o dom de ler mente, pois é no seio da sua família que se introduz o traidor: Lady Oonagh, uma feiticeira que usa a sua beleza e os seus sedutores estratagemas para seduzir todos, principalmente Lord Colum (pai de Sorcha), com quem se casou. Frustrada por não conseguir domar Sorcha, Oonagh lança sobre os irmãos de Sorcha, um feitiço que os transforma em cisnes... feitiço esse que só Sorcha poderá quebrar.

Por amor aos seus irmãos, Sorcha aceita o desafio imposto pelas Criatura Encantadas; se falhar, eles continuarão encantados e morrerão.

É no decorrer desta difícil tarefa que tudo muda... pois Sorcha é capturada por um Bretão, e então Sorcha ver-se-á dividida entre o seu dever, que lhe impõe que quebre o feitiço, e o amor proibido, mas cada vez mais forte, pelo seu próprio inimigo...

Toda a magia e tradições celtas e irlandesas concedem ao livro uma aura mística espectacular. Assim como os factos históricos, apesar de poucos, tornam o livro ainda mais real no nosso imaginário. E as ricas descrições das terras, da floresta e do domínio de Sevenwaters, da herdade do extraordinário Red...maravilhoso!
Gostei imenso, sem palavras para expressar. É daqueles livros que nos marcam tanto ao ponto de ficarmos a pensar neles durante dias. Ao ponto de relermos vezes sem conta e de irmos sempre espreitar as nossas partes preferidas quando as saudades batem mais forte. É um livro em que choramos, rimos e ansiamos por mais. Uma história simplesmente magnifica, fantástica (muito ao estilo de as Brumas de Avalon), uma história inesquecível e viciante que nos cativa desde o principio ao fim e nos leva a querer ler mais e mais... por isso mal acabei já comecei a ler o Filho das Sombras ( o segundo volume da triologia)
Aconselho vivamente a leitura da triologia:
* O Filho das Sombras
* A Filha da Profecia
* O Herdeiro de Sevenwaters  (Ingles)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008




















Dezanove Minutos de Jodi Picoult
Edição: 2007
Páginas: 532
Editor: Livraria Civilização Editora

Mais um que acabei de ler...
- Acabei há duas semanas: "Dezanove Minutos" de Jodi Picoult.... mais um livro que sinceramente aconselho pois é espétacular, magnífico, intrigante, realista e sinistramente actual… são aquelas situações que pensamos que não nos acontecem a nós, talvez por querermos afastar de nós as coisas más da vida e pensarmos que há nossa volta tudo tem que ser perfeito...mas este livro mostra-nos como ás vezes desconhecemos quem mais amamos, e que o mundo que nós idealizamos para nós, não é assim tão perfeito.

Este livro aborda um assunto delicado na sociedade contemporânea, um tiroteio no liceu, levantando perguntas como: o seu filho pode tornar-se num mistério para si? O que significa ser diferente na nossa sociedade? É justificável para uma vítima ripostar? E quem – se é que alguém – tem o direito de julgar outra pessoa? - Outro dos temas centrais é o acesso de menores a armas de fogo. Revisita-se a hipocrizia social americana, a obsessão com o politicamente correcto e as suas consequências.

Em Sterling, New Hampshire, Peter Houghton, um estudante de liceu com dezassete anos, suportou anos de abuso verbal e físico por parte dos colegas. A sua amiga, Josie Cormier, sucumbiu à pressão dos colegas e agora dá-se com os grupos mais populares que muitas vezes instigam o assédio. Um incidente de perseguição é a gota de água para Peter, que o leva a cometer um acto de violência que mudará para sempre a vida dos residentes de Sterling.

Composto por indivíduos contraditórios e imperfeitos, este romance inteligente tem suspense, complexidade, moral e uma reviravolta final espantosa